Foragidos de operação contra golpe que fez aposentada perder R$ 37 milhões são procurados em SP e no exterior, diz polícia
20/08/2026
(Foto: Reprodução) Aposentada perde R$ 37 milhões em golpe do falso investimento no RS
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul faz diligências com a polícia de São Paulo e com uma unidade do exterior para tentar capturar alvos foragidos da Operação Criptoabate. A operação investiga o golpe de falsos investimentos que fez uma mulher de 70 anos perder R$ 37 milhões no Rio Grande do Sul.
Segundo a Polícia Civil, o grupo simulava uma plataforma de investimentos e movimentava os valores por meio de contas bancárias e criptoativos. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (19) pelo chefe do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, delegado Eibert Moreira.
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De acordo com o delegado, São Paulo concentra parte das diligências porque era o estado com o maior número de alvos ainda não presos. O país envolvido nas buscas não foi divulgado.
As diligências, segundo o delegado, têm como objetivo localizar os foragidos. A polícia compartilha informações para tentar identificar o paradeiro dos alvos ainda procurados. Ao todo, 10 prisões preventivas foram decretadas pela Justiça na Operação Criptoabate. Três pessoas foram presas, e os demais alvos seguem procurados.
A investigação apura crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Os investigados são suspeitos de integrar um esquema que convencia vítimas a fazer aportes em uma falsa plataforma de investimentos.
A Polícia Civil identificou 140 possíveis vítimas em diferentes estados do país. Em relação a vítimas fora do Rio Grande do Sul, o delegado orienta que elas procurem a delegacia mais próxima para registrar ocorrência.
🚨 A orientação da polícia é desconfiar de promessas de rentabilidade muito acima do mercado, plataformas sem credenciais verificáveis e pedidos de novos depósitos para liberar valores que já teriam sido investidos.
Segundo a Polícia Civil, transações suspeitas feitas pelos investigados somam R$ 30 bilhões. A fraude é conhecida internacionalmente como "pig butchering", ou "golpe do abate de porcos". A prática tem origem no sudeste asiático, em países como Laos, Camboja e Mianmar, conforme a Polícia Civil.
De acordo com a polícia, os investigados se passavam por funcionários de uma empresa identificada como TDASX, que fechou após o início das investigações. O g1 tenta contato com os responsáveis pela TDASX, mas não os havia localizado até a última atualização da reportagem.
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