Tornado, ciclone, furacão e ventos costeiros: entenda as diferenças entre os fenômenos meteorológicos

  • 29/07/2026
(Foto: Reprodução)
Ventos acima de 100 km/h provocam quedas de árvores e paralisa o Porto de Santos Um tornado atingiu três municípios do Noroeste do Rio Grande do Sul na noite da última terça-feira (28), deixou sete feridos e provocou destelhamentos e quedas de árvores e postes. Segundo a Defesa Civil estadual, o fenômeno ocorreu por volta das 18h25 e se formou em uma supercélula, tipo de tempestade intensa capaz de gerar granizo, rajadas fortes e tornados. Nesta quarta-feira (29), ventos costeiros também causaram transtornos em São Paulo. Inmet emite alerta de perigo para ventos costeiros no litoral de SP; Defesa Civil prevê chuva e ventos fortes As rajadas passaram dos 100 km/h em algumas cidades, derrubaram árvores, interromperam travessias de balsas e suspenderam temporariamente a navegação no Porto de Santos. Um homem morreu após ser atingido por uma árvore na cidade. 🌪️Apesar de todos envolverem ventos fortes, tornado, supercélula, ciclone, furacão e ventos costeiros não são a mesma coisa. Eles têm origens, dimensões e durações diferentes. Há diferenças importantes na escala, na duração e na forma como cada um se desenvolve: 💥Escala: o tornado é menor e costuma atingir uma faixa estreita. Já uma tempestade ou um ciclone pode se espalhar por centenas de quilômetros. Os ventos costeiros, por sua vez, atingem áreas próximas ao litoral e podem alcançar diferentes cidades ao mesmo tempo. ⏱️ Duração: os tornados geralmente permanecem no solo por poucos minutos. Uma tempestade pode durar horas, enquanto um ciclone pode atuar por vários dias. Os ventos no litoral podem persistir durante horas, de acordo com o avanço do sistema meteorológico. 💨 Intensidade: apesar de pequeno, o tornado concentra ventos muito fortes em uma área limitada. Por isso, pode destruir uma casa e deixar outra, localizada a pouca distância, praticamente intacta. Nos ventos costeiros, as rajadas se espalham por uma região mais ampla e podem derrubar árvores, destelhar imóveis e afetar portos e embarcações. ⛈️Já uma supercélula, em resumo, é uma tempestade que apresenta uma corrente de ar em rotação no interior da nuvem. Esse tipo de formação pode gerar chuva forte, granizo, ventania e tornados. 🌀 O ciclone, por sua vez, é um sistema muito maior, formado por uma área de baixa pressão atmosférica. Ele pode contribuir para a formação de tempestades severas, mas não é um tornado gigante. 🌀 E um furacão é o nome dado a ciclones tropicais que atingem uma região específica do planeta. Um único furacão atingiu a América do Sul até o momento: o Catarina, em 2004. Ele deixou 11 mortos e causou danos significativos no sul de Santa Catarina. Mas, a título de comparação, na época foram registrados ventos de 200 km/h. 🔄 Tornados são raros no Rio Grande do Sul? Eles não acontecem com frequência, mas também não são desconhecidos no estado. O Sul do Brasil reúne condições que podem favorecer tempestades severas, principalmente quando o ar quente e úmido encontra uma massa de ar frio. Entenda a seguir: O que são tornados; O que são ventos costeiros; O que são ciclones extratropicais; O que são os ciclones tropicais, ou furacões; E eles estão mesmo ficando mais frequentes no Brasil? Morador registra tornado em Giruá, no RS Imagem cedida/ Renan Bayer 1. Tornado 🌪️ Os tornados são fenômenos atmosféricos menores, mas muito intensos. Eles surgem geralmente de tempestades severas em áreas com grandes variações de vento. O que aconteceu no Rio Grande do Sul foi que: uma frente fria avançou pelo estado e encontrou uma atmosfera quente e úmida; esse encontro favoreceu a formação de nuvens de tempestade muito carregadas; dentro de uma dessas nuvens, uma corrente de ar começou a girar e deu origem a uma supercélula; a rotação se intensificou e um funil desceu da base da nuvem; quando esse funil tocou o solo, passou a ser classificado como tornado. A meteorologia consegue identificar quando há condições favoráveis para tempestades severas, mas ainda não é possível indicar com precisão o ponto em que um tornado vai se formar ou tocar o solo. A nuvem que deu origem ao tornado desta terça-feira recebe o nome de supercélula. ➡️ Supercélula é um tipo de tempestade caracterizada pela presença de um mesociclone, uma corrente de ar ascendente e giratória localizada no interior da nuvem. Enquanto um ciclone pode ter centenas ou até mais de mil quilômetros de extensão, um tornado costuma ter algumas dezenas ou centenas de metros de largura quando toca o solo. 2. Ventos costeiros 🌊 Ventos costeiros são rajadas fortes que atingem áreas próximas ao mar e podem ganhar intensidade com a passagem de frentes frias. Segundo a Climatempo, foi o que aconteceu nesta quarta-feira (29) no litoral de São Paulo. O avanço de uma frente fria intensificou os ventos na Baixada Santista, onde as rajadas ultrapassaram os 100 km/h. O sistema aumentou a nebulosidade, provocou pancadas de chuva e derrubou as temperaturas em poucas horas. Na capital, os termômetros chegaram a 29°C e caíram para cerca de 20°C com a entrada do ar frio. Rajadas também foram registradas nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e o vento moderado a forte ainda pode atingir diferentes regiões paulistas até a noite. Em Santos, a ventania derrubou árvores e estruturas, interrompeu travessias de balsas e levou à suspensão temporária da navegação no Porto de Santos. Um homem morreu após ser atingido por uma árvore. ➡️ Diferentemente do tornado, os ventos costeiros não formam um funil e costumam atingir uma área mais ampla ao longo do litoral. Muro de empresa caiu após ventania no Centro de Santos, SP. Daniel Rodrigues 3. Ciclone extratropical 🌪️ Os ciclones são todos os sistemas de baixa pressão atmosférica. Eles "puxam" o ar quente e úmido da superfície e jogam para cima, formando as nuvens de chuva. Os chamados ciclones extratropicais movimentam massas de ar de temperaturas diferentes, ou seja, quentes e frias. Surgem em latitudes médias do planeta, fora da zona tropical, como no Atlântico Sul (a costa do Sul do Brasil). O ar quente e úmido sobre o oceano sobe, criando a área de baixa pressão. O ar das áreas ao redor, com maior pressão, se move para essa área, aquecendo-se e subindo também. À medida que o ar quente sobe e se resfria, ele forma as nuvens. E quando surgem em regiões mais quentes, os tropicais? Aí ocorrem os fenômenos que conhecemos como furacões ou tufões. 4. Ciclone tropical (furacão e tufão) Furacões, tufões e ciclones são tempestades que recebem nomes diferentes, de acordo com a região do globo em que ocorrem. No norte do Oceano Atlântico e no nordeste do Pacífico, ganham o nome de furacões. Quando surgem no noroeste do Oceano Pacífico, são batizados de tufão. Por fim, o ciclone é a tempestade formada no sul do Atlântico, no Pacífico Sul e no Oceano Índico. Ciclones tropicais só se formam nas águas quentes do oceano próximas à Linha do Equador, a pelo menos 30° de latitude norte ou sul da linha, onde a temperatura do mar é de pelo menos 27ºC. As águas aquecidas são justamente o que favorece o fortalecimento de furacões na região da Flórida, nos Estados Unidos, por exemplo. Em resumo: Tropicais: também conhecidos como furacões ou tufões, que se formam em regiões equatoriais, sobre os oceanos, e retiram sua energia do calor extraído dos mares; Extratropicais: surgem preferencialmente em latitudes médias e são formados pelo contraste de temperaturas de diferentes massas de ar (quente e fria); Subtropicais: possuem características de ambos anteriores. Tipicamente, se formam quando um ciclone extratropical se desenvolve sobre o oceano, e encontra temperaturas na superfície do mar mais aquecidas. Zona Tropical da Terra, representada pela retângulo vermelho na imagem acima. Domínio Público 5. Os ciclones e os tornados estão ficando mais frequentes? Os ciclones extratropicais são característicos da Região Sul do Brasil e comuns em determinadas épocas do ano, principalmente durante a passagem de frentes frias e o encontro de massas de ar com temperaturas diferentes. Ainda assim, as mudanças climáticas podem tornar alguns eventos extremos mais intensos e favorecer condições para tempestades severas. Isso não significa que seja possível atribuir cada ciclone ou tornado diretamente ao aquecimento global. A formação desses fenômenos depende de vários fatores atmosféricos, e a ocorrência pode variar de uma região para outra. O que os estudos indicam é que uma atmosfera mais quente consegue armazenar mais umidade e energia. Com isso, episódios de chuva forte, tempestades, secas e ondas de calor podem se tornar mais intensos ou frequentes. No caso dos tornados, ainda há mais incertezas. Como são fenômenos pequenos, rápidos e difíceis de registrar, não existe uma série histórica completa que permita afirmar com segurança que eles estejam aumentando no Brasil. Além disso, parte do crescimento no número de registros pode estar relacionada ao avanço dos radares meteorológicos, das câmeras de celular e das redes sociais, que permitem identificar fenômenos que antes poderiam passar despercebidos.

FONTE: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/07/29/tornado-ciclone-furacao-entenda-diferencas-fenomenos-meteorologicos.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Nova York / Cabelo Preto

Felipe Margutti

top2
2. Ensina-me

Thaeme e Thiago

top3
3. Se eu não tivesse bloqueado

Banda Modello Feat. Rogério Magrão e Banda

top4
4. Madrid City

Ana Mena

top5
5. Sonho de todo casal

Marcos e Belutti

Anunciantes